| BARREIRAS DE CONCRETO FECHAM POBRES EM GUETOS NO RIO. |
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| Escrito por Nicéas Romeo Zanchett | ||||||||||||
| Qui, 28 de Maio de 2009 10:17 | ||||||||||||
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BARREIRAS DE CONCRETO FRECHAM POBRES EM GUETOS O famoso personagem de Chico Anísio, "Justo Veríssimo", sempre dizia: "Tenho horror a pobre. Pobre só serve pra votar". Este brilhante trabalho do nosso genial humorista ilustra bem o que realmente pensam certos governantes a respeito do pobre. Se alguém pensa que discriminação contra pobre é hábito recente está muito enganado. Em abril de 1949, a Prefeitura do então Distrito Federal publicou um relatório com 33 páginas assinado, além da Prefeitura do DF, pela Secretaria Geral do Interior e Segurança e pelo Departamento de Geografia e Estatística. O relatório consolida o censo de favelas em morros, realizado entre 1947 e 1948. Na página 11 introduz a análise das tabelas que são anexadas no final. Diz o relatório: "CENSO das FAVELAS. ASPECTOS GERAIS. 1949 - Rio de Janeiro - Brasil." "Muitas considerações já foram tecidas relativamente à eugenia, mas as autoridades competentes têm mostrado certas reservas no trato dos diversos fatores suscetíveis de melhorar a raça humana. Para os nossos propósitos, tomaremos os favelados essencialmente como são constituidos e examinaremos o que deles se pode esperar de acordo com as realidades, tanto sob o ponto de vista econômico, como social e moral. O preto, por exemplo, via de regra não soube ou não pode aproveitar a liberdade adquirida e a melhoria econômica que lhe proporcionou o novo ambiente para conquistar bens de consumo capazes de lhe garantirem nível decente de vida. Renasceu-lhe a preguiça atávica, retornou a estagnação que estiola, fundamentalmente distinta do repouso que revigora, ou então - e como êle todos os indivíduos de necessidades primitivas, sem amor próprio e sem respeito à própria dignidade - priva-se do essencial à manutenção de um nível de vida decente, mas investe somas relativamente elevadas em instrumentária exótica, na gafieira e nos cordões carnavalescos, gastando tudo, enfim, que lhe sobra da satisfação das estritas necessidades de uma vida no limiar da indigência". É assustador e vergonhoso, mas é história e parece que, de forma mais sutil, as autoridades do Rio estão repetindo esta dicriminação absurda. Para vergonha de nossa Cidade Maravilhosa esta polêmica está circulando o mundo e o TIMES e a BBC divulgam. Clique abaixo e veja a matéria da BBC a respeito. http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/05/090526_times_muros_rio_rw.shtml
Veja também o tour de turistas no Pavãozinho dias atrás. Matéria UOL http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/2009/05/26/0402326AE0C12346.jhtm
Se você, como eu, fica indignado com este tipo de atitude, dê sua opinião a respeito. Vamos juntos trabalhar para que nossa Cidade Maravilhosa, que é um patrimônio turístico nacional, recupere o caminho da civilidade. Nicéas Romeo Zanchett - artista plástico
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Leituras: 595 Comentários (3)
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Mirlene Souza
said:
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... Não é de hoje que isso acontece no Brasil, e o Rio de Janeiro já foi palco de outro evento semelhante. Quem não se lembra da reforma urbana que o prefeito Pereira Passos empreendeu na capital carioca no início do século XX, expulsando a população pobre dos cortiços sob a alegação de que era necessário reformar o centro para higienizar a cidade. Sim, obras de saneamento eram urgentes naquele contexto, mas o poder público não se preocupou em nenhum momento em relojar de maneira digna os moradores expulsos, ao contrário, eles foram obrigados a seguir para os morros, dando origem a muitas favelas, inclusive essas que estão sendo cercadas. É triste ver como o cidadão brasileiro é maltratado, mais triste ainda e perceber que os anos passam e nada muda! |
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Cairbar Garcia Rodrigues
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Infelizmente é isso mesmo Caro Niceas. Infelizmente essa é a triste realidade. As políticas públicas, neste país que se gaba do seu vergonhoso simulacro de democracia, estão voltadas somente para a ditadura do capitalismo e do elitismo ainda escravista (pelo menos em ideologias). Todo o mundo minimamente civilizado, em especial a Europa socialista (Noruega, Bélgica, Dinamarca. Finlândia, Portugal e outros) estão mais indignados do que nós com esses muros vergonhosos, embora eles sejam apenas mais um detalhe da segregação racial e cultural. |
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JULIANO
said:
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muralha Eu acho que as barreiras devem sim acontecer no rio de janeiro, aquele lugar está infestado de marginais, e a população são cumplices, acredito que as comunidades devem sim ficar isoladas, até aprederem ser gente de verdade,estudar para conseguir uma vida melhor, pois ser pobre nã é desculpa para não ter educação sem mais. |
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