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Pra não dizer que não falei de Rubinho... PDF Imprimir
Escrito por Ricardo Macedo dos Santos   
Seg, 02 de Novembro de 2009 10:30

"Meu heroi já chorou, já morreu de medo, meu heroi é fraco, ele é um fracasso.

Meu heroi é um amor, só sabe dar beijos,  nunca foi de briga, se brigar apanha.

 Meu heroi é isso,  meu heroi é isso,  meu heroi é isso, meu heroi é isso.

 Meu heroi já chorou, já morreu de medo. Meu heroi é fraco, ele é um fracasso.

 Meu heroi é um amor, só sabe dar beijos,  nunca foi de briga, se brigar apanha.

 Meu heroi é isso,  meu heroi é isso,  meu heroi é isso,  meu heroi é isso"

                                       de Marcos Valle

A época é de velocidade. Todas as áreas da atividade humana vivem aceleradas. As pessoas já não trabalham somente oito horas. A juventude chamada “em Y” trabalha na empresa, durante a viagem do seu carro e em casa. Os celulares aproximam as diversas hierarquias. Os “notebooks” reúnem em um só ambiente todos os demais onde vivem essas pessoas. As horas não respeitam mais os relógios. O horário de verão invade nosso sono, tirando-nos uma hora a cada ano e nos devolvendo quando já estávamos acostumados a viver sem ela. O tempo ganhou asas seguindo a expressão: o tempo está voando! Os que atropelam esse estado de coisas são chamados de lentos, despreparados, fora de contexto... Os que se dobram ao “status-quo” são os vencedores, os bem sucedidos...Eu fico observando tanto desvario que paro para meditar. Os carros novos têm um velocímetro que vai até 230 km. Os importados vão até mais. Entretanto, a velocidade máxima nas estradas é de 100 km. Uns dizem que é o fim dos tempos, outros dizem que não têm mais tempo, há outros que gastam o tempo à toa, e ainda há os que não têm noção do tempo... Na fórmula I, os pilotos vivem correndo contra o tempo, exceto o meu herói. Há um, só um, durante todas as eras, durante todo o tempo, que é o meu piloto permanente, o vencedor em qualquer posição, meu anti-herói. Rubinho, o diminutivo maiúsculo, nosso terceiro lugar. Rubinho sempre desprezou o “podium”. Nunca lutou para conquistar a “poli position”. Se Rubinho fosse integrante da série “Chaves”, sem dúvida seria o “Seu Madruga”. Sempre resiliente, nunca largando a corda numa subida de montanha, mesmo chegando por último. Rubinho faz parte do Brasil real; não do Brasil mentiroso, político, lulesco...Rubinho é o cara!

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