| O MUNDO TEM FOME |
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| Escrito por Nicéas Romeo Zanchett | ||||
| Dom, 31 de Agosto de 2008 07:54 | ||||
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O MUNDO TEM FOME A crise alimentar mundial está atingindo proporções nunca antes imaginadas. Há oitocentos milhões de pessoas desnutridas no mundo. Onze mil crianças morrem de fome a cada dia. De cada sete pessoas uma padece de fome. Um terço das crianças dos países em desenvolvimento tem atraso no crescimento físico e intelectual. Um bilhão e tresentos milhões de pessoas não dispõem de água potável. 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas. Em mais de 40 paises ao redor do globo terrestre estão acontecendo revoltas de famintos. A imprensa, sob pressão do poder econômico empresarial, tem se mostrado silenciosa e míope a respeito deste assunto. A prioridade dos países ricos tem sido alimentar os veículos e máquinas que lhes garantem conforto. Há uma preocupação muito grande com o fim das reservas de petróleo. A história tem nos mostrado que desde a descoberta do petróleo ele tem sido a principal motivação das guerras e uma das principais causas do aquecimento global que vem causando tsunamis, furacões, tempestades e tantas outras catástrofes climáticas. O petróleo causou enorme desigualdade entre os países. Ele permitiu o armamento desenfreado de inconseqüentes candidatos a ditadores. A Organização Mundial do Comércio, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e os países ricos adotaram um sistema de industrialização da agricultura que se rege pela liberação, pela especulação e pela competição. Querem mais dinheiro a qualquer preço. Sua proposta unificada é de mais produção, mais transgênicos, mais fertilizantes e mais mercado consumidor que possa pagar. Segundo a Organização para Alimentação e a agricultura (FAO), a dívida externa dos países menos avançados está impossibilitando a importação de alimentos e ou o desenvolvimento agrícola de que necessitam para alimentar sua população. O endividamento com bancos particulares, Banco Mundial e FMI obriga estas nações a incrementar exportações para pagar juros da dívida externa. Cerca de 40% do valor arrecadado com estas exportações são utilizados exclusivamente para pagamento dos juros. Apesar disso, infelizmente, a dívida continúa crscendo. Antes da Segunda Guerra Mundial a África, Ásia, América do Norte e América Latina eram os grandes exportadores de alimentos. Hoje a situação é bem diferente. Mais de 100 países são dependentes de importações de alimentos provindos da América do Norte. Esses países relegaram a agricultura a um plano secundário e se voltaram para a produção industrial. A situação climática tem criado problemas insuperáveis para a América do Norte que hoje já não consegue atender aos países importadores, uma vez que desde 1988 sua produção vem caindo, a tal ponto que já não consegue atender ao consumo interno. O principal fenômeno é a seca e consequente carência de água que vem atingindo todo o planeta. O modelo industrial de produção de alimentos irá garantir mesa farta par alguns, mas os pobres morrerão de fome por não ter dinheiro para comprá-los. Os países ricos não abrem mão dos subsídios agrícolas. Isto ficou bem claro na última negociação de Doha. Agindo assim eles garantem seu alto índice de consumo e desperdício enquanto grande parte da população mundial luta pela simples sobrevivência. O desequilíbrio de renda chegou a tal ponto que hoje no mundo 1.125 bilionários individuais possuem mais riquezas do que o conjunto de países onde vivem 59% da população mundial. No Brasil contabilizamos 5 mil famílias detendo 46% da riqueza nacional. Precisamos urgentemente retornar aos ensinamentos dos nossos ancestrais para a produção de alimentos orgânicos, preservação do sólo e seu enriquecimento com nutrientes naturais. O caminho é a agricultura familiar. No Brasil 70% dos alimentos que chegam à nossa mesa provém da agricultura familiar, mais ou menos assim distribuidos: 67% do feijão, 60% da produção de suinos, 70% de frangos, 56% de laticínios, 89% de mandioca, 75% de cebola e 70% de alface. Nossos pequenos agricultores serão a salvação para que os brasileiros não passem fome, mas é importante privilegiar os mercados locais e regionais como, também, criar mecanismos de forma a inibir e até coibir a especulação com alimentos, impedindo a formação de oligopólios. Nicéas Romeo Zanchett - artista plástico http://superpopulacao.spaceblog.com.br http://artesplasticas-artigosderomeo.arteblog.com.br http://www.artmajeur.com/niceasromeozanchett WEBSITE DO AUTOR http://www.rio.rj.gov.br/riotur/pt/guia/?Canal=288 SITE DA RIOTUR - IMPERDÍVEL.
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Leituras: 4498 Comentários (2)
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Brenha
said:
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=( sim!! o mundo tem fome + o q adianta soh falah!?! pra mim simplesmente nada pq naum eh soh di palavras q acontecem coisa q possa muda esse caso "FOME". si as pesoas q podem ajudah pasassem pelo menos uma semana ou menos sem comeh elles iriam saber o q eh sente fome!! soh q tah nessa situança tem conciencia!! |
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