| TIROLIRO, O FANTOCHE |
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| Escrito por Maria Hilda de J. Alão |
| Sáb, 20 de Junho de 2009 01:13 |
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Tiroliro fantoche charmoso Mora numa caixa de sapato. À noite ele levanta a tampa É hora do grande espetáculo.
Fica em pé na borda da caixa, Gesticula, canta, dança e recita Para a platéia alegre e agitada, Os brinquedos do armário das crianças.
Para os soldadinhos azuis Faz continência marchando imponente: Um, dois feijão com arroz, Três, quatro feijão no prato, Cinco, seis arroz japonês.
Batem palmas bonecos e bonecas Para os quais ele canta uma canção Lá das terras frias do Tirol. Bravo! Gritam todos ao final, E ele, se curvando, agradece.
Dança, como se estivesse na corda bamba, Na beirinha da caixa que é sua casa, Convida a abelha de feltro sem uma asa Para ser sua parceira no bailado.
Faz uma pausa para tomar fôlego. Depois tira do bolso um papel escrito, E diz alto, quase num grito, Que é um poema dedicado A mais linda boneca do armário.
E recitou os mais sublimes versos Que os outros nunca ouviram, E nos olhos de bonecas e bonecos Surgiu uma lágrima de emoção Quando o fantoche estendeu a mão
Apontando para a boneca Lili, A melhor amiga que ele já teve. Agradeceu a todos e voltou para a caixa Fechando, por cima de si, a tampa Para descansar e esperar a próxima noite Porque o espetáculo não pode parar.
24/04/07.
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