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NA PRÓXIMA ALVORADA PDF Imprimir
Escrito por Edmar Guedes Corrêa   
Sáb, 15 de Agosto de 2009 18:16

Uma taça de vinho tomei-a na madrugada
E perdi a sobriedade
Mas não terei assim me tornado
Mais eu mesmo na realidade?

Não terei me desvincilhado
Das amarras da moral?
Não terei enfim me tornado
Um ser humano nor
mal?

Pois que outra taça me seja dada
Antes que, sóbrio, descubra a verdade
De que minha alma jaz morta e enterrada
Na podre lápide da modernidade.

Lá aonde se falar do passado
Tornou-se obsceno e imoral
Embora o que tenho mais observado
É a volta do homem-animal.

Que uma taça de vinho seja ofertada
A todos os pregadores da verdade
E assim quem sabe na próxima alvorada,
Ao invés da prisão, preguem a liberdade.

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