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Rato penitente PDF Imprimir
Escrito por Rodrigo Della Santina   
Sex, 22 de Janeiro de 2010 13:56

Eu lembro-me do dia em que meus dentes,

De tanto se premirem, apartaram-se,

E ao mundo onde nasceram lamentaram-se

Do pranto que bebias, tristemente...

 

Eu lembro-me de olhar-te penitente...

Meus lábios do teu pranto alimentaram-se...

Sedentos, gota a gota, não cansaram-se

De te beber o rosto, calmamente...

 

Agora um sujo rato rói-me o peito,

Como se me rascasse uma madeira

Com dois malditos dentes afiados...

 

Eu te amo como nem Camões sujeito

À Dinamene fora, pois não dera

Apoio ela aOs Lusíadas, marcados...

(Do livro "O Limiar do Surto". Scortecci, 2008)

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